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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ryan Adams: 'I threw out 80 per cent of my album when I heard Laura Marling'



Ryan Adams has admitted Laura Marling helped inspire his forthcoming new album Ashes & Fire'.

The singer-songwriter said he ditched most of the songs he wrote for his 13th studio album after producer Glyn Jones passed on her 2010 LP 'I Speak Because I Can': 'I thought: 'For fuck's sake. I literally threw out 80 per cent of what I had. And it felt good to ask: 'What am I really capable of? I felt competitive again to write great songs.'

Recorded at Hollywood's Sunset Sound Factory, the album will be released on his own label, PAX-AM. Jones worked on Adams' albums 'Heartbreaker', 'Gold' and '29'. He is the son Ethan Johns, who worked with Bob Dylan, The Beatles, The Who and The Rolling Stones.
Adams also revealed how he slipped into a period of heavy drug taking after he was diagnosed with Ménière's disease in 2006. This disease is a degnerative condition which affects hearing and balance.

"All the stuff I was doing exacerbated the disease," he told The Guardian. "You're not supposed to smoke, you're not supposed to drink alcohol, be stressed, eat salty foods. You're probably not supposed to do speedballs.

But the singer, who has since become sober, said taking opium helped him to write some of his songs. "I fully understand when people say Edgar Allen Poe used to smoke this stuff and have visions," he said. "I wrote the entire song 'How Do You Keep Love Alive' [from 2005's 'Cold Roses'] without writing a word down, and I played it on piano. And I've tried to understand the chord pattern ever since, because I can't fucking play it."

Source: nme.com

sexta-feira, 17 de junho de 2011

[Review] Ryan Adams na Aula Magna, Lisboa (Blitz)

A certa altura da sua estreia em Portugal, Ryan Adams decidiu agradecer a Jesse Malin, o companheiro de ofício que assegurou a primeira parte do concerto na Aula Magna. "Ver um concerto dele é como ir a uma festa num pátio. Ver os meus é como ir ao dentista", comparou. "Um dentista de quem nem desgostamos e, enfim, temos mesmo de ir lá tratar daquilo". O humor depreciativo não veio do nada: o espetáculo arrancou tremido. À entrada, Ryan fez distribuir folhetos nos quais se alertava para a proibição de fotografias, filmagens e telefonemas no interior da sala - os prevaricadores, escrevia-se, incorreriam na ira de Satanás ou do próprio artista, qual dos dois o mais temível. Lá dentro, dissipam-se as dúvidas: Ryan não terá proibido a presença de fotógrafos, profissionais e amadores, por qualquer insegurança com a sua imagem (o eterno "poster boy" de cabelo desalinhado e calça justa), mas possivelmente porque se distrai com tudo. O barulho do ar condicionado ("Parece que vem aí um aspirador gigante atrás de nós todos. Bem, pelo menos atrás de mim"), os papéis onde vasculha constantemente por cábulas de canções ("Sou velho, tenho de copiar. Demasiadas canções", justificou-se, quando para o piano levou um calhamaço atrás), o espetador que tosse com insistência ("Estou muito preocupado com essa sua tosse. Se pudesse curava-o pela música", troçou, dedicando-lhe mesmo um jingle medicinal). Os flashes das câmaras, imaginamos por esta amostra de cabeça "cata-vento", seriam mais uma distração para o homem que conduziu, apesar de tudo, com sucesso um concerto sempre a milímetros do desastre ("Waiting to Derail", lá diriam os Whiskeytown, a sua primeira banda, em 1996).

Tudo começou com um atraso de quase meia hora: o homem que a Aula Magna, quase cheia, aguardava de forma paciente chegou sorrateiramente, sussurrando um boa noite e sentando-se no banco onde passaria boa parte da noite, com uma guitarra tricolor na qual, garante, escreve todos os seus discos. Por isso, foi a única que trouxe consigo para esta digressão acústica na Europa; por isso temos de esperar entre canções que a afine. "Mas vai valer a pena. Esta manhã quando me levantei a guitarra já estava a pé e já me tinha feito o pequeno-almoço", brincou. Por essa altura, já tínhamos visto Ryan a espancar a harmónica, que o deixou ficar mal durante a belíssima música de abertura, "Oh My Sweet Carolina", mas também já o tínhamos visto a erguer-se com graciosidade durante "Firecracker", "Don't Fail Me Now" ou "Please Don't Let Me Go" - sempre à guitarra, sempre sentado e sempre provando que entre ele e um songwriter simpático como Jesse Malin há um mundo de diferença, e não necessariamente aquele que separa uma festa no pátio de uma ida ao dentista.

Em tempos figura cimeira do chamado alternative country, Ryan Adams é abençoado com um carisma rock que torna difícil tirarmos os olhos dele - mesmo quando, trapalhão, se debruça no chão à procura dos papéis ou da palheta, como os comuns mortais buscam a chave de casa ou tentam pôr ordem nos papéis do IRS. "Eu não acredito que mais alguma coisa possa correr mal", desabafa a certa altura. No final do concerto, passado o cabo das tormentas, compararia até o arranque tremido ao famoso desaire de playback dos Milli Vanilli, para risota geral. A verdade é que, além do carisma, Ryan Adams tem uma voz que, mais que cantar, afaga, enquanto se enche de fumo ou se evapora em falsete. E canções que, esmiuçando as miudezas da vida e do coração, funcionam como abraços apertados ou murros no ombro. É nesta bolha, que tanto evoca uma porção de clássicos da música americana de raiz como as duas ou três emoções mais universais, que o concerto vai avançando.

Quando trocou a guitarra pelo piano, para uma grande versão de "New York New York" - o semi-hit de 2001, ontem transformado em balada crepuscular - o concerto nada perdeu; quando passou a tocar guitarra (sempre a tal, de estimação, que chegou a comparar a um avozinho idoso) de pé, ao invés de sentado no banquinho, melhor ainda. Aí vimos a voz mais rock e rouca de Adams a despontar em "This House Is Not For Sale", o fantasma benigno dos Whiskeytown a regressar à vida em "16 Days" e, acima de tudo, a conversão de "Strawberry Wine", balada ao piano incluída no álbum 29 , num quase a capella mimoso, teatral, picotado na guitarra.

Antes do encore, no qual aproveitou para mandar os atacados pela tosse "beber um chazinho, vestir o pijama e ver uma comédia romântica", chegou o tipo de momento que paga um bilhete: "Come Pick Me Up", da imaculada estreia a solo Heartbreaker , em todo o seu esplendor de desgosto de amor + falso desdém + solo de harmónica. Quem esperou  11 anos para ver este clássico ao vivo não precisava de mais nada mas, mesmo assim, Adams quis recompensar os espetadores. "Sei que isto foi um teste de paciência e de fé, tanto para vocês como para mim".  E lá vieram duas canções novas e a promessa de algo "tão assustador" como ajudar aos primeiros passos das ditas:  trepar pelas paredes do nosso prédio de forma sinistra enquanto, de pijama vestido e chávena de chá na mão, estivéssemos a ver, descansados, a tal comédia romântica.

Ao fim de cerca de duas horas, feitas as contas e assente o pó, o que tivemos à nossa frente, numa estreia tardia mas gostosa, foi um Ryan Adams algo disperso no seu imenso talento, mas com todo o coração empregue em palco. Salvo algum fura-embargo, não teremos vídeos do YouTube para recordar os melhores momentos, mas às vezes também é preciso dar trabalho à outra memória, que não a da computador. E um concerto-acontecimento destes é um ótimo pretexto para isso.

Na primeira parte, Jesse Malin, que outrora chegou a ser apontado como sucessor de Ryan Adams, mostrou o seu repertório country-rock mas, acima de tudo, uma deliciosa veia de comediante confessional, disputando com Sufjan Stevens o título de maiores intervenções entre músicas. Se a abordagem de Sufjan, porém, é algo esotérica, a de Malin passa pelas recordações de uma juventude passada em Queens, um dos distritos de Nova Iorque, com uma mãe que chamava "Reimons" aos Ramones e colegas de escola "com brincos de pena e cabelo à Farrah Fawcett" em cujas secretárias, e como retaliação pela troça com que era tratado, exibiu o seu pénis. A música de Malin é escorreita e não tão divertida como estas fábulas que fizeram o público rir com vontade e aplaudir com generosidade, sobretudo aquando da versão de "You Can Make Him Like You", dos Hold Steady. Pode não ter a centelha que faz as cabeças virarem-se para Adams, mas soube vender muitíssimo bem o seu peixe, com histórias que foram do tentar encontrar um restaurante vegetariano em Lisboa - e deparar-se com prostitutas - até citações de Charlie Sheen. Valeu.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Ryan Adams + Jesse Malin em Portugal


Ryan Adams vai dar dois concertos em Portugal esta semana. O primeiro é em Lisboa, na Aula Magna, na quinta-feira, dia 16 de Junho, e o segundo no Porto, Teatro Sá da Bandeira, dia 17.

O concerto conta apenas com o Ryan e a sua guitarra acústica e em algumas músicas será só o Ryan e o seu piano. Ainda há muitos bilhetes para cada um dos concertos. Sinceramente não percebo porquê, para além de ser um dos melhores músicos dos últimos dez anos, é a primeira vez que vem a Portugal.

A primeira partes dos dois concertos vai ficar a cargo de Jesse Malin.

Link para comprar bilhetes para os dois concertos: http://www.ticketline.pt/Home.aspx

Se ainda estão com dúvidas se vão ou não, deixo aqui alguns vídeos da actual digressão.





sábado, 11 de junho de 2011

Ryan Adams - Firecracker


Black birds slow and softly breaks a glass of wine
Broken bluesy whisper sing to me tonight
Well, everybody wants to go forever
I just wanna burn up hard and bright
I just wanna be your firecracker
And maybe be your baby tonight
Maybe be your baby tonight

Lady, your kicks of silence cough into your room
Kiss me slow and softly make me dream of you
Well, everybody wants to forever
I just wanna burn up hard and bright
I just wanna be your firecracker
And maybe be your baby tonight
Maybe be your baby tonight

So when does the plane go down
'Cause I'm ride it till it hits the ground
Then go out with a fight
'Cause I just wanna be your baby tonight

terça-feira, 29 de março de 2011

Ryan Adams - To Be Young


Young boy, you done me bad, I went and did ya wrong
Young boy, you done me bad, I went and did ya wrong
Then I got high, Lord I got high, and I got a bone to pick with you
And I’m sure you know it’s true

Oh one day when you’re looking back
You were young and man you were sad
When you’re young you get sad
When your young you get sad, then you get high
Oh man

Young gal you done me bad and I went and did ya wrong
Young gal you done me bad so I went and did ya wrong
Then I got high
Lord, I got high
Now you got a bone to pick with me, but I wish you’d let me be

Oh one day when you’re looking back
You were young and man you were sad
When you’re young you get sad
When your young you get sad, then you get high
You get high

Oh the days the rain would fall your way
Oh the days the rain would fall your way
Then you be high, cause you got sad
Cause you got sad
Oh man

segunda-feira, 14 de março de 2011

Ryan Adams em Portugal! [Actualizado]


Ryan Adams vai actuar na Aula Magna, em Lisboa, no dia 16 de Junho e no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, no dia seguinte.

Esta informação foi anunciada pelo músico na sua página do Facebook, sem ainda ter sido confirmada por nenhuma promotora, mas assim que houver mais informações, actualizarei esta notícia.

Actualização: A Everything Is New disse que o espectáculo apresentado vai ter o nome de "Ryan Adams, an acoustic performance", o que dá a entender que o concerto será apenas do músico a solo, sem banda a acompanhar.

Os bilhetes para Lisboa variam entre os 33 e 40 euros em Lisboa e 33 euros para o concerto no Porto e são postos à venda na próxima sexta-feira, dia 18 de Março, pelas 10 horas.




terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ryan Adams (ft. Emmylou Harris) - Oh My Sweet Carolina


I went down to Houston
And I stopped in San Antone
I passed up the station for the bus
I was trying to find me something
But I wasn't sure just what
Man I ended up with pockets full of dust
So I went on to Cleveland and I ended up insane
I bought a borrowed suit and learned to dance
I was spending money like the way it likes to rain
Man I ended up with pockets full of cane

Oh my sweet Carolina
What compels me to go
Oh my sweet disposition
May you one day carry me home

I ain't never been to Vegas but I gambled up my life
Building newsprint boats I race to sewer mains
Was trying to find me something but I wasn't sure just what
Funny how they say that some things never change

Oh my sweet Carolina
What compels me to go
Oh my sweet disposition
May you one day carry me home

Up here in the city feels like things are closing in
The sunsets just my light bulb burning out
I miss Kentucky and I miss my family
All the sweetest winds they blow across the south

Oh my sweet Carolina
What compels me to go
Oh my sweet disposition
May you one day carry me home
May you one day carry me home